sábado, 12 de março de 2011

Canteiros II

Dói-me quem sou
Dói-me esse abrigo desgastado, esse teto de ilusões.
Cansa-me esse suspiro morno e pesado, esse cinza sufocado...
É denso, amargo esse mesmo copo em noites reprisadas,
Essa razão ausente,
Essa poesia particular onde ninguém enxerga a lírica
Essa veia rasgada numa hemorrágica existência....
O que fazer comigo que não seja verso impróprio,
Que não seja lagrima vazia?

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