segunda-feira, 28 de março de 2011

quinta-feira, 24 de março de 2011

FALANDO DE ARTE - Com Ghiza Rocha - Marlio Silveira

Essa semana falei com Marlio Silveira, autor do espetáculo "Quatro" em cartaz no Teatro da Igrejinha - UFSC
Vale a pena conferir!


ESPETÁCULO METATEATRAL DE AUTOR CATARINENSE VOLTA AOS PALCOS DE FLORIANÓPOLIS

    O grupo Círculo apresenta nos dias 18, 19, 20 e no outro fim de semana, dias 25, 26 e 27 de março, no Teatro da Igrejinha da UFSC, o espetáculo Quatro. A peça, de autoria do Florianopolitano Márlio Silveira da Silva, foi montada pela primeira e única vez em 1997. A atual produção de Quatro conta com recursos do grupo e o apoio do Supermercado Hippo, onde é possível retirar panfletos que dão direito a desconto ou comprar ingressos antecipadamente.

    SINOPSE 
    Quatro conta a história de um funcionário público que quer alcançar a fama escrevendo peças de teatro para a Associação de Jovens Católicos (AJOCA). No caminho para o trabalho, encontra um absorvente de uma professora chamada Nilza - moça "simples" que deseja uma vida "normal" - e acaba ficando seu amigo. Nilza empresta um livro para Mauro, sobre um vampiro catarinense vindo de Bom Retiro, com o intuito de ajudar o autor em suas ideias. Mauro, então, escreve uma peça que conta a história de relação entre o Vampiro Ivan e de uma prostituta chamada Aparecida.
   
    De acordo com Márlio, o vampiro foi escrito inspirado no ator Ademir Rosa (nome do atual do Teatro do CIC, em Florianópolis). Ademir Rosa, que também atuaria na primeira montagem da peça, faleceu ainda no processo de pré-produção, ainda em 1997.

    UMA NOVA ROUPAGEM
    Hoje, 14 anos após a realização do espetáculo, o diretor do Grupo Círculo, Christiano Scheiner, remonta Quatro com uma nova linguagem. A peça se passa, originalmente, na década de 50, com a chegada dos eletrodomésticos. Já a nova montagem, segundo ele, "a peça joga numa relação atemporal para uma construção subjetiva do público em torno do enredo e não especificamente de seu tempo". O diretor explica que escolheu o Quatro para "reapresentar o texto de um autor catarinense dentro de uma dramaturgia que é altamente contemporânea e complexa mas pouco conhecida do público".
    Essa é a segunda peça do Grupo Círculo a ser encenada em março. "Pequeno Monólogo de Julieta", também dirigida por Scheiner, será apresentada na mostra Fringe do Festival de Teatro de Curitiba.

    NOVATOS NO FRONT
    Dois dos atores vão ter sua estreia nos palcos: os estudantes de cinema Juliana Lourenção e Saulo França Rosa. O elenco conta também com os veteranos Aline Maya e Murillo Magalhães, que já atuou no extinto Grupo A, companhia teatral responsável pela primeira montagem de Quatro.

    AMBIENTAÇÃO SONORA
    A ambientação sonora fica por conta de Hedra Rockenbach, musicista do Grupo Cena 11 de Dança, que ultimamente tem se aventurado no teatro, compôs a ambientação de Pequeno Monólogo de Julieta, também do Grupo Círculo, e para a Téspis Cia. de Teatro, em que fora premiada pela Trilha Sonora de “Pequeno Inventário de Impropriedades” no VI Festival Nacional de Teatro de Limeira – SP.

    DA HOLANDA PARA FLORIANÓPOLIS
    O escritor Márlio Silveira da Silva veio de Amsterdã, onde reside desde 1992, especialmente para aplaudir a peça. Essa será a primeira vez que o autor assiste a montagem do Quatro.


    SERVIÇO:

    O quê: Espetáculo Quatro
    Quando: dias 18 (sex), 19 (sáb), 20 (dom) e 25 (sex), 26 (sab) e 27 (dom)
    Onde: Teatro da Igrejinha da UFSC
    Hora: 20h
    Quanto: R$10 inteira, R$5 meia para estudantes, idosos, profissionais da área e com panfleto.
    Ingressos e panfletos podem ser adquiridos nos Supermercados Hippo da rua Almirante Lamego, 761 e rua Almirante Alvim, 555, ambos no Centro de Florianópolis.

terça-feira, 22 de março de 2011

FALANDO DE ARTE - Com Ghiza Rocha - Renato Trivella.

Eu sempre curti muitooo a arte do Renato, a primeira vez que eu vi um quadro dele eu tinha dormido na casa dele e sua esposa Liliam. Quando acordei de manhã (pós-festa da turma) falei pro meu marido: "Genteeeeeeee, o que é isso?????? Quem fez ???" e no maior carão Blasè eles dizem: "Foi o Rê".

Vocês acreditam que o povo fica lá, acostumado a viver no meio da beleza e essa coisa toda não corre mundo?
Assistam ao programa, depois me digam!

segunda-feira, 14 de março de 2011

Novo desenho - AVA GARDNER

"Pasmo sempre quando acabo qualquer coisa. Pasmo e desolo-me. O meu instinto de perfeição deveria inibir-me de acabar; deveria inibir-me até de dar começo. Mas distraio-me e faço. O que consigo é um produto, em mim, não de uma aplicação de vontade, mas de uma cedência dela. Começo porque não tenho força para pensar; acabo porque não tenho alma para suspender." 
(Livro do desassossego - Fernando Pessoa)


(Retrato a lápis de grafite, tamanho A3 - papel Fabriano 121L)

sábado, 12 de março de 2011

Canteiros II

Dói-me quem sou
Dói-me esse abrigo desgastado, esse teto de ilusões.
Cansa-me esse suspiro morno e pesado, esse cinza sufocado...
É denso, amargo esse mesmo copo em noites reprisadas,
Essa razão ausente,
Essa poesia particular onde ninguém enxerga a lírica
Essa veia rasgada numa hemorrágica existência....
O que fazer comigo que não seja verso impróprio,
Que não seja lagrima vazia?

quinta-feira, 10 de março de 2011

Vai Passar - Caio Fernando Abreu.

"Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está ai, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada "impulso vital". Pois esse impulso às vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te supreenderás pensando algo como "estou contente outra vez". Ou simplesmente "continuo", porque já não temos mais idade para, dramaticamente, usarmos palavras grandiloqüentes como "sempre" ou "nunca". Ninguém sabe como, mas aos poucos fomos aprendendo sobre a continuidade da vida, das pessoas e das coisas. Já não tentamos o suicidio nem cometemos gestos tresloucados. Alguns, sim - nós, não. Contidamente, continuamos. E substituimos expressões fatais como "não resistirei" por outras mais mansas, como "sei que vai passar". Esse o nosso jeito de continuar, o mais eficiente e também o mais cômodo, porque não implica em decisões, apenas em paciência.
Claro que no começo não terás sono ou dormirás demais. Fumarás muito, também, e talvez até mesmo te permitas tomar alguns desses comprimidos para disfarçar a dor. Claro que no começo, pouco depois de acordar, olhando à tua volta a paisagem de todo dia, sentirás atravessada não sabes se na garganta ou no peito ou na mente - e não importa - essa coisa que chamarás com cuidado, de "uma ausência". E haverá momentos em que esse osso duro se transformará numa espécie de coroa de arame farpado sobre tua cabeça, em garras, ratoeira e tenazes no teu coração. Atravessarás o dia fazendo coisas como tirar a poeira de livros antigos e velhos discos, como se não houvesse nada mais importante a fazer. E caminharás devagar pela casa, molhando as plantas e abrindo janelas para que sopre esse vento que deve levar embora memórias e cansaços.
Contarás nos dedos os dias que faltam para que termine o ano, não são muitos, pensarás com alívio. E morbidamente talvez enumeres todas as vezes que a loucura, a morte, a fome, a doença, a violência e o desespero roçaram teus ombros e os de teus amigos. Serão tantas que desistirás de contar. Então fingirás - aplicadamente, fingirás acreditar que no próximo ano tudo será diferente, que as coisas sempre se renovam. Embora saibas que há perdas realmente irreparáveis e que um braço amputado jamais se reconstituirá sozinho. Achando graça, pensarás com inveja na largatixa, regenerando sua própria cauda cortada. Mas no espelho cru, os teus olhos já não acham graça.
Tão longe ficou o tempo, esse, e pensarás, no tempo, naquele, e sentirás uma vontade absurda de tomar atitudes como voltar para a casa de teus avós ou teus pais ou tomar um trem para um lugar desconhecido ou telefonar para um número qualquer (e contar, contar, contar) ou escrever uma carta tão desesperada que alguém se compadeça de ti e corra a te socorrer com chás e bolos, ajeitando as cobertas à tua volta e limpando o suor frio de tua testa.
Já não é tempo de desesperos. Refreias quase seguro as vontades impossíveis. Depois repetes, muitas vezes, como quem masca, ruminas uma frase escrita faz algum tempo. Qualquer coisa assim:
- ... mastiga a ameixa frouxa. Mastiga , mastiga, mastiga: inventa o gosto insípido na boca seca ..."



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segunda-feira, 7 de março de 2011

Só as mães são felizes.

"Mamãe, sou eu, colhendo hortelas pra gente fazer chá" - Helena, carnaval de 2011


Eu tenho meus momentos de felicidade...

terça-feira, 1 de março de 2011