terça-feira, 13 de outubro de 2009

Artista bom é artista morto?


Meu professor da faculdade dizia isso... ironizando, mas dizia. e você o que acha?

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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

O prazer de vender um quadro.


Van Gogh morreu tendo vendido um quadro somente.
Eu já vendi muitos, nem sei mais (graças à Deus e a boa vontade dos meus compradores) mas é estranho pensar na proporção do talento dele em relação ao meu, claro.
Mas eu quero mesmo é falar sobre o quanto é gostoso vender um quadro.
Não digo os retratos, porque eles são pedidos, encomendas onde a pessoa já sabe o que verá e pronto. MAs sim o gosto de vender as criações, aquelas coisas doidas que um dia eu pintei aqui em casa, pensando sozinha, eu com minhas horas, papéis e tintas...
Claro que o retorno financeiro é um forte incentivo, mas o melhor mesmo é pensar que tem partes de mim, de coisas que sairam do meu cérebro, espalhadas por aí, mundo afora (mundo mesmo, porque tem coisa minha no Japão, na Itália e em breve na Rússia e Estados Unidos) e que outras pessoas verão meu nome no rodapé do quadro e talvez me encontrem na net, e que vejam meus outros trabalhos e idéias.

Outra coisa bem legal é pensar que a grande maioria nem conhece meu rosto, levou somente a obra, por ela, não foi pela amizade, nem por nada. Foi pela obra em si.

Eu fico muito feliz, vaidosa mesmo, porque todo artista é vaidoso, e adoroooo vender quadros. Muitos amigos artistas ficam tristes quando vendem algo porque não verão mais a obra, mas eu me contento em guardar a imagem, a foto dela. Adoro pensar que estão todas por aí.

Adoro semear minhas idéias coloridas (ou não) pelo mundo.

Este é um post para agradecer a todos que já compraram quadros meus. (E à você que ainda vai comprar, eu sei, ehehehe)

Obrigada mesmo.

Vocês fazem o meu trabalho ser muito gratificante. E minha vida também.

Obrigada.


Ps: A imagem de hoje é a obra comprada pela Joanita, nossa amiga "Agressiva" que adquiriu este meu trabalho ontem. Obrigada Joanita-nita-nita!Justificar

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Por quê?


Quando vou a uma universidade, ou ruas, ou festas, enfim, quando saio da minha casa aqui no fim do mundo, quando saio do meu mundo distímico, eu fico um pouco mais depressiva e a serotonina se perde um pouco mais pelas imagens que vejo na rua.

Eu sou chata e talvez neuras, mas eu preciso falar:

Por que as pessoas acham que para ser artista a pessoa precisa ser esquisita?
Por que precisam usar cabelos ridículos, roupas bizarras e ter posturas sem noção?
Por que não podem agir normalmente?
Por que artista que não usa drogas é tido como "café com leite"?

Eu falo isso porque eu não gosto de comparecer à recepções, eu não costumo fazer vernissage, abertura nas minhas exposições (primeiro porque sou uma Maria Ninguém, segundo porque não tenho grana, terceiro porque acho meio ridículo encher a pança de estranhos que nem sabem como chegaram ali) Quando eu vou em alguma vernissage sempre me arrependo. É um tal de falação sem nexo, claro que se for uma bosta de trabalhos, ninguém vai falar bem alto no meio da festa "Nossa, que bosta de exposição, o vinho barato e as porras das bolachinhas valem mais do que essas merdas!!!" Então fica todo mundo sorrindo, comendo, bebendo e tirando foto pra por no orkut depois.
É importante vernissage? Sim, é quando vc consegue trazer a imprensa, amigos queridos e estudantes de arte, pessoas ligadas ao mundo profissional da arte, aí é bom porque todos podem se reunir e é agradável. Mas quando é só por fazer... putz...
Sem contar que eu nunca sei o que vestir. Mas as pessoas sabem...Ô se sabem...

Odeio:
- Cabelos em tons ridiculos (verde, azul e afins)
- Roupas sem noção (exemplo: meia calça amarelo fluorescente, saia roxa e blusa vermelha tudo estampado e simultaneamente)
- Visual hippie forçado ("Oi, sou hippie, vegan, hare krishna, tenho canequinha de barro e um lap top ultima geração na bolsa e agora me da licença que preciso atender meu celular com 54867438 funções ok baby?")
- Alienados premeditados ("Ãh? O que vc falou? Pois é... Só....")
- Alienados dopados ("Nossa, mó viajem saca? piração total")
- Sandalinhas de crochê, camisetinha puída e falsa humildade.

Odeio:
- Conversinha de vernissage, toda a expressividade da cósmica da estrutura funcional gástrica da pincelada do fulano.
- Conversinha de poética, os significados ocultos da alma do fulano.
- Conversinha de acadêmico, que fica citando trocentos artistas que vc nunca NUNCA ouviu falar só pra impor sua "sabedoria" sobre os presentes.
- Perceber que muitas vezes o trabalho é uma bosta mas o cara é parente de alguém influente na história do universo.
- Fotinho sorrindo. (eu tenho as minhas - shame)

Então é isso é só um post pra eu me lembrar das coisas que não gosto para eu mesma ficar lendo e não correr o risco de ficar ridícula de um dia para o outro.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Mostra[dois] - Semana Ousada de Artes - UDESC/UFSC - 2009




Hoje foi a abertura da exposição Mostra[dois] da Semana Ousada de Artes, promovida pela UDESC e UFSC.

O Lado Bom:
- As escolas visitam a mostra e participam de uma Ação Educativa, onde discutem a exposição, produzem trabalhos e passam horas legais num ambiente bacana.
- Os artistas se conhecem, podem ver os trabalhos dos colegas e claro, ficam expostos durante um mês.

O Lado Mau:
- Eu paguei R$6,00 pra estacionar longeeeeee do museu.
- Carregando Helena à tiracolo - ela detonou o museu.
- Ninguém às 18h00m para nosso debate.
- Mas na hora de tomar vinho o povo surge...

Mas é SEMPRE VÁLIDO!

Obrigada Francine, obrigada Giorgio!

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

A tal da "Poética"


Taí uma coisa ingrata.
A gente desenha, pinta e tudo mais, mas de repente, eis que um dia vc consegue um lugar pra expor e vem o curador e pede que você explique "sua poética"
A poética é aquele texto, que vai falar sobre seu trabalho, eu acho muito estranho ter que explicar poética de quadro. Ter que explicar trabalho visual com palavras.
Na faculdade a gente faz um monte disso com artistas consagrados e passa um tempão falando sobre os significados da obra do fulano de tal.
E eu duvideo-dó que o Van Gogh por exemplo soubesse alguma coisa da poética dele.
Ou que o Picasso, Chagall, seja lá quem fosse, ia ficar explicando poética e coisa e tal.

A minha poética não é muito poética.

Meus trabalhos são pinturas com colagens onde trago situações muito familiares a todos nós. São momentos diários nos quais eu procuro encontrar beleza e cor. Procuro sempre por temas populares, cenas do cotidiano, para que todos possam contemplar com maior intimidade. As colagens entram como interferências do mundo externo na formação do que nos tornamos diariamente. Eu acredito que quando o público “se encontra” no tema, tende a compreender e apreciar melhor o trabalho. Espero que todos encontrem alguma beleza, alguma convergência, que meu trabalho seja um ponto de união entre o artista e o público.

Começando - Não pelo começo



Eu sou a Ghiza Rocha, artista plástica e eu desenho e pinto há uma porção de tempo, mas parece que só agora é que comecei a fazer algo que preste. Ou foi só agora que prestaram atenção.
Bem, o que importa é que você pode ver meus trabalhos em alguns lugares por aí e agora poderá também rir um pouco comigo da minha vida de artista no Brasil. - O que já dá certa redundância à piada.
Eu não sou uma grande escritora, mas dizem que sei contar bem uma história, então vamos lá. Eis que começa um novo blog que será repleto de aventuras, emoções, dramas, sucessos e desventuras.

Com vocês, pedacinhos da minha vida esparramados em letras e links.