sexta-feira, 31 de agosto de 2007

C.S.


Não me reconheço em meus vultos selados,
Nas sombras gravadas em muros quase esquecidos,
Assim como também não te encontro nas minhas parcas lembranças,

Não tenho realidade,

Nem passado, nem futuro
Só o agora,
Esse abandono repentino...

Sem nome, sem rosto, sem tempo...

Não sei quem és, nem quem sou,

Na comida fria procuro lugares, pessoas e dias...

Os corredores da mente
...
que não deixam que eu me esqueça de mim...

5 comentários:

Sonia disse...

Que bom que você voltou com mais um dos seus maravilhosos poemas. Não cale mais por tempo tão longo.

Liginha disse...

Concordo com sua amiga de cima! :-)
Agradeço ter dado o 'empurrãozinho', mas mesmo que eu não fale com frequência, sempre dou uma checada aqui pra ver se não me deparo com mais um de seus incríveis posts!

Bjosss!
Li

Irene Pinheiro disse...

como sempre bárbaro! as palavras se encaixando com perfeição, um ritmo adorável... parabéns!
bjs, fica bem.

Thiago Quintella disse...

Esquecermos de nós mesmos... pô, agora me deixou com essa na cabeça!

Anonymous disse...

Oi! Vim ver as novidades poéticas! Maravilha! Boa semana!
aqueta-2.zip.net