segunda-feira, 9 de julho de 2007

Consumido.


E ele, que de tão perfeito,
Fisgou-me em meio às tentadoras deformidades de si,
E eu, que de tão vicioso,
Corrompi-me em meio aos seus berros encantados,
Suas noites de vapores e vinho,
Perdi-me numa névoa serenada,
Digerido pela sua fome ininterrupta...
E ele, que de tão saciado,
Cuspiu-me em meio àquelas noites perenes,
E eu, que de tão indigesta,
Abandonei-me em meio aos seus restos infelizes,
Suas noites de embustes e fel,
Encontrei-me num verso acre,
Refeito pela minha sede derradeira...

7 comentários:

Sonia disse...

Como a foto ilustrou bem seu poema/lamento.

Rika disse...

Esse é foda!!!

Aju disse...

A foto como todas sempre ficou legal hahaha

É anda displicente vc nem anda no meu blog mais rs...

=)

Anonymous disse...

Oi Ghiza! Acho que esse poema é o retrato de muitas vidas hehehehe...
Deixo um beijo grande! VaLeU!
aqueta-2.zip.net

Sonia disse...

Fui ao "Só as mães são felizes" para saber notícias de heleninha e fui barrada na porta. Umph!

Tiago disse...

Belos versos, pungentes e instigantes! Adorei essa tua casa, escritos interessantes, visual bacana, voltarei + por aqui.

Bjs.

Anonymous disse...

tudo de bom!!! adorei este, adorei mesmo!!!!! será muita pretensão minha me identificar com seus lindos poemas??? esqueci meu apelido mas mesmo assim quero deixar um comentário. Beijos amiga, vc está cada vez melhor. Ass:Dinda