segunda-feira, 9 de julho de 2007

Consumido.


E ele, que de tão perfeito,
Fisgou-me em meio às tentadoras deformidades de si,
E eu, que de tão vicioso,
Corrompi-me em meio aos seus berros encantados,
Suas noites de vapores e vinho,
Perdi-me numa névoa serenada,
Digerido pela sua fome ininterrupta...
E ele, que de tão saciado,
Cuspiu-me em meio àquelas noites perenes,
E eu, que de tão indigesta,
Abandonei-me em meio aos seus restos infelizes,
Suas noites de embustes e fel,
Encontrei-me num verso acre,
Refeito pela minha sede derradeira...