terça-feira, 29 de maio de 2007

Caminhos.


Não sei o que me falta
Por estar ausente de mim,
Por não me notar
Tão alheia e distante de quem sou...
Não sei onde me encontro,
Se me perco nas paisagens
Que me fogem pelas janelas,
Nos caminhos gastos
Pelos meus pés cansados,
Procuro-me em miudezas,
Na minha voz retorcida,
Arame que me fere e sustenta,
Num grito sufocado,
Roído e inflamado,
Que pede somente que eu me abandone
Entre frestas e frascos,
Numa gaveta chamada “esqueça-me”...

6 comentários:

Aju disse...

Otimo mas eu tenho que parar de ver poemas romanticos nao tem algum q fale em discordia? :)

Beijos Giselle

Júnior Creed disse...

Poetisa escolhida (e minha favorita), sei que já te disse isso, mas me vejo em seus escritos, parecem gritos histéricos de uma alma livre, intensa... e isso sou em diversos momentos. por isso gosto do que leio, me traduz, diz muito sobre mim. adoro vc. e a Helena, meu Deus, que linda!!!!!! babo mesmo!!!!

Sonia disse...

Lindíssimo como sempre.

Thiago Quintella disse...

Gostei das rimas intercaladas, se é que isso existe na forma da poesia, mas percebi isso. Entre frestas e frscos... caminhemos!

Liginha disse...

Eu preferia que minha gaveta tivesse o nome 'note-me' (na verdade, há inúmeros possíveis nomes pras minhas gavetas).

Adorei o texto, Gi. Maravilhoso, como sempre!

Luis Manoel Siqueira disse...

Eu sou um fã incondicional de sua poesia. E também do seu maravilhoso bom gosto de escolher as fotos deste blog.