terça-feira, 27 de março de 2007

Sina.


Estou muito cansada,
Mas ainda desperto com o canto de um pássaro insistente
Na janela de meus olhos desbotados,
Que, marginais, contornam o que me resta de alguma crença
Entre preces e perspectivas,
Não espero por muito,
Mas prossigo aguardando o pouco que me falta.
E sobram-me suspiros.
E passam-me os dias.
E acabo-me aqui, em repetições diárias,
A raiz de meus mais combatidos vícios:
Da carne, que me endurece a cada ano,
De ti, do qual dependo em noites cinza,
Da carta, que escrevo diariamente sem destino algum,
Da alma, que me aprisiona nos sentires mais patéticos
Onde me faço assim,
Seqüencial, ininterrupta
Cigana, num sonho que ainda não aconteceu...
Estou muito cansada de tudo e luto para sobreviver a mim.
Eu que me rôo,
Eu que me trapaceio e me abandono no limite do meu leito,
Seguindo seu curso,
Rumo a lugar nenhum...

6 comentários:

Aju disse...

Pra quem ta sem rumo qualquer lugar serve né :P

Bjos e mto bom =]

Thiago Quintella disse...

Rumar para lugar nenhum... com tantos vícios... hum... ao menos ruma! è o caminho!!

O Sibarita disse...

Oi Ghiza! Hummm você tá tão assim nesses versos... Mas, digo-lhe que se olhar bem o caminho tá logo ali na esquina...

bjs.
O Sibarita

almaimersa disse...

... a superioridade de podermos alcançar o intangível vivido intensamente por força do tempo que é escasso e da vontade da alma. ...

Gostei da sua Poesia :)

M. disse...

Deixo um beijo para si, alma insatisfeita em procura constante.

luis manoel disse...

muito bom.
Universal.