quarta-feira, 7 de março de 2007

Fardo.


Segui por longas jornadas,
Onde roubaram meus azuis e mel,
Croquis noturnos e rascunhos cuspidos,
Onde ríspida, me concebi...
Refeita em contornos e íntimo,
Poeiras, despedidas, bandidos e deuses,
Ameaças, despenhadeiros...

E o amor...
Onde submergi loucamente nas entranhas de uma doce escravidão,

E a água,
Que me levou para longe da nascente dos meus sonhos ,

E você,
Que me despedaçou inteira, abafou meus tons e fez da minha aquarela um grito magenta de viver...

4 comentários:

Luis Manoel Siqueira disse...

Gisele, tem uma coisa que me incomoda em você: É que você escreve como se fosse uma mulher de uns 50 anos. E VOCÊ NÃO É !
Eu também escrevia assim. Falava de experiências que não tinha vivido.
Entende agora porque eu gosto do que você escreve ?

Pepe Luigi disse...

Passei por aqui pelo seu espaço para te felicitar pelo teu excelente trabalho na pág.33 do livrinho que muito gosto "Que é o Amor?".
Parabéns.

Um beijinho
do Pepe.

Fred Neumann disse...

Caramba, adorei esta última frase.
É a arte de terminar um poema, dominada pela Ghiza!

Beijocas,

Fred

Júnior Creed disse...

ghiza, minha poetisa, uma das coisas que mais gosto na sua poesia é essa verdade que me passa, me identifico com muitas coisas que vc escreve.pode parecer bobo, mas me emociono, pois me vejo em algumas estrofes e me desespero ou me vejo livre, é muito dúbio, mas é real. beijos, linda, linda, linda, linda...