sábado, 10 de fevereiro de 2007

Carta.


Desconheço teus signos e sombras
E não sei meu papel em tua maravilha
Sou uma incógnita vulgar,
Interrogação ardente a me desafiar nos espelhos da vida
Desconheço tua partida e chegada
E não tenho mapa nem rumo,
Sou qual passageira de um sonho perdido,
Conduzida,
Numa estrada de suposições, que benevolentes,
Disfarçam e escondem as trevas dos meus amores
Mudos e incolores...
E tu, que és a Deusa de todas as cores e sons,
Tilinta radiante, afinada e dourada no meu despertar,
Voa majestosa, suave e azul nos meus sonhos,
Relampeia audaz, distante e prateada nos meus medos,
E suspira, serena e branca no meu fim.

6 comentários:

o alquimista disse...

E tu, que és a Deusa de todas as cores e sons...
Corre a agua nasce a vida no embalo do tempo... Que seja sempre dia, nunca acabe o sentimento...

Puros sentimentos, lindo domingo para ti...

Mágico beijo

Aju disse...

Realmente tava sentindo saudades disso aqui que este teu pc nao sofra olho gordo mais =]

Bjos

Fernando Chuí disse...

Sempre fico em dúvida se miro o signo ou a sombra.
E incógnita vulgar deve ser um nome meu que eu escondo do mundo certos dias...
Beijos deste novo visitante

Sonia disse...

Teu signo, nós, teus priviliegiados leitores sabemos, é a poesia.

Cadinho RoCo disse...

Termina o poema e a vida continua em busca de suas cores e achados.
Cadinho RoCo

osibarita disse...

Oi Ghiza! Tá muito da bacana sua poesia, parabéns!

Olhe os atabaques estão a todo vapor na Bahia, viu? kkk

E viva o carnal do carnaval na Bahia! kkk

abraços,
O Sibarita