sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

Amigos.

Estou com problemas no computador.
Não sei quando retornarei... torçam por mim...

quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

Despedida.



O vento de partida
Arrasta consigo as flores,
Os dias, os nomes, as promessas
E as noites estreladas...
Igual a mala do viajante,
Que levou pra longe meu mapa,
Meu colo, meu retrato,
Um caju e todo o meu nordeste...

domingo, 14 de janeiro de 2007

Quiçá...



Você escondia fantasias
Nos azuis da esperança,
Perdido nos vãos da insensatez...
Eu te avisava para largar aquele disfarce,
Aquele telefone,
Aquela maquiagem,
E correr mundo ao meu lado,
Naquele frenesi,
Você não era marinheiro,
Não era verbo,
Nem nuvem,
E eu não era mocinha,
Não era mel,
Nem rosa,
Mas nós quase viramos poesia...

quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

Refletir.


Aquela poça guarda a água de toda gente
Dos que se foram,
Dos que ficaram,
Pros que virão...
Tem gosto de lama,
De mil anos guardada,
Seco, molhado,
Seco e molhado,
Tem cheiro de parto,
Tem gosto de tronco,
Tem alma de velha...
Reflete o que você quer ser,
Grita o que você é,
Aprisiona-te lá dentro,
E te faz um de nós...

segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

Ladainha.


Aquela igrejinha caiada e florida
Guarda um pedido para Santa do lugar
Que eu parecesse bem linda ao seu olhar,
E alegrasse você perto de mim...
Que trouxesse um punhadinho de amora,
Para distrair os meus sonhos,
Nos quintais dos meus desejos...
E que chovesse uma semana,
Pelo menos.
Para eu lavar os seus cabelos
E a tristeza dos meus olhos...

quinta-feira, 4 de janeiro de 2007

Quimeras...


Em cada canto,
Em cada destino,
Em cada estrela,
Cintilam as possibilidades,
Aquilo que não fui...
A covardia que preferi,
Emudeceu as canções,
Trancou os destinos,
Apagou as estrelas...
E hoje me resta apenas a distância,
Medida da utopia...
O que realmente desejo,
Ser uma daquelas bandeirinhas,
Ou morar naquela casinha que te apontei,
Ou pousar na sua boca de um jeito que nunca ousei...

quarta-feira, 3 de janeiro de 2007

Mudinha.


Gostaria de cantar somente amenidades,
Coisas simples, fáceis de sentir...
Mas toda vez que me sento no jardim,
Pronta para nada fazer,
Você despenca ao lado da roseira...