segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Brilhante.


Naqueles caquinhos cintilantes,
Moravam afiados os sentimentos,
Que de tão cortantes,
Ardem nos olhos de quem os contempla...
Que de tantos e distintos,
Confundem o peito de quem os sente...
Que de tão sozinhos,
Rasgam os caminhos que já fizeram...

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Cinzas.


Fantasiada sob essa máscara de sorriso,
Desfilo sobre minhas lágrimas ressecadas,
Esquecidas nos olhos que um dia tive...
Crente que era a mais bela dama
No salão daquelas dores encantadas...

terça-feira, 18 de setembro de 2007

18 de setembro.


Despetalada nessa falsa solidão,
Perdida no eco dessas frases fugidias,
Abandono cada sonho, cada gesto, cada não,
No leito dos amores esquecidos...
Nos restos do que desejei,
Nos dias que eu não vivi...
Nesse suspiro letrado que me aprisiona em você...

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

C.S.


Não me reconheço em meus vultos selados,
Nas sombras gravadas em muros quase esquecidos,
Assim como também não te encontro nas minhas parcas lembranças,

Não tenho realidade,

Nem passado, nem futuro
Só o agora,
Esse abandono repentino...

Sem nome, sem rosto, sem tempo...

Não sei quem és, nem quem sou,

Na comida fria procuro lugares, pessoas e dias...

Os corredores da mente
...
que não deixam que eu me esqueça de mim...

quarta-feira, 1 de agosto de 2007


No que me desmancho,
Descanso,
Esqueço.
Desfaço-me em líquidos olhares
Das líquidas saudades
De um tempo que correu,
E me levou...

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Consumido.


E ele, que de tão perfeito,
Fisgou-me em meio às tentadoras deformidades de si,
E eu, que de tão vicioso,
Corrompi-me em meio aos seus berros encantados,
Suas noites de vapores e vinho,
Perdi-me numa névoa serenada,
Digerido pela sua fome ininterrupta...
E ele, que de tão saciado,
Cuspiu-me em meio àquelas noites perenes,
E eu, que de tão indigesta,
Abandonei-me em meio aos seus restos infelizes,
Suas noites de embustes e fel,
Encontrei-me num verso acre,
Refeito pela minha sede derradeira...

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Amanhã.


O mundo me revela suas delicadezas através de sinais,
Gotas de emoção impressas no tempo,
Nas pessoas,
Nos lugares...
Dessa maneira me seduz e enlaça.
Jogo-me na rede dormente dos dias,
Entrego-me ao encantamento de ser amanhã,
De ser novamente, novidade...

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Ontem.


Tentei amarrar aqueles dias,
Com a linha dourada e frágil
Na qual emaranhei meus sonhos,
Quis soprar-te meus prazeres,
Para cegar-te ao meu lado,
E assim injusta, fervente e tola,
Seguir amarrada aos meus devaneios solitários,
Ancorada numa fantasia já despedaçada...

terça-feira, 29 de maio de 2007

Caminhos.


Não sei o que me falta
Por estar ausente de mim,
Por não me notar
Tão alheia e distante de quem sou...
Não sei onde me encontro,
Se me perco nas paisagens
Que me fogem pelas janelas,
Nos caminhos gastos
Pelos meus pés cansados,
Procuro-me em miudezas,
Na minha voz retorcida,
Arame que me fere e sustenta,
Num grito sufocado,
Roído e inflamado,
Que pede somente que eu me abandone
Entre frestas e frascos,
Numa gaveta chamada “esqueça-me”...

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Dos desejos...


Dos desejos, os vermelhos,
Das noites, as maiores horas,
Dos venenos, os remédios,
Das mudanças, o tempo,
Das previsões, o futuro,
Dos medos, a ousadia,
De você, seu nome.

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Brasas.


Tu és pura delícia,
Chega e me envolves,
Tato e olfato para degustar teus sons,
Ver-te, encantamento e enlevo...
Subitamente, tu me escravizas,
Arranhões, mel e canções,
Flores e maldade
Para sentir-te, gesto cru,
Para sentir-me, chama ardente,
Para deixar-te, doce ilusão...

terça-feira, 8 de maio de 2007

Anti-herói.


Alimento-me dessa força que adormece nas veias dos séculos,
Que impulsiona seres comuns à imortalidade,
Transforma em fantástico o que estava fadado ao fracasso,
E tento fazer de minhas mazelas, adornos no papel,
Minhas moléstias, estímulos propulsores...
Cravos, perante as dores calcadas em passado cinzento...
Mas a cada pérola que encontro,
Vejo-me barata, me encontro rude
Forma tosca do que nem de longe é heróica,
Nem sorrindo fica bela,
Nem fingindo se parece...

segunda-feira, 30 de abril de 2007


As palavras me têm fugido
Obrigando-me a uma mudez forçosa,
Um silêncio involuntário que me aprisiona,
Com olhos estatelados nas janelas do mundo...
Estou me entregando às dores de um tempo
Onde não me reconheço,
Participo, mas estou à parte,
Repudio, mas sou inofensiva,
Apenas assisto temerosa e impotente
O despencar do que eu acreditava ser o amanhã.

terça-feira, 24 de abril de 2007

Mrs. F.




Bebo todas as manhãs,
Felicidade partida em doses,
Com a água dos rios que vivi,
Alegria em cartelas,
Pra engolir minhas tristezas,
Comprar meus sorrisos,
Que submergiram nas fendas do caminho...
Rápido como cachaça em balcão,
Um único gole
Ilusão ingerida,
Diluída no meu sangue,
Digerida pela escuridão dos pensares,
Percorre tudo o que sou
Para que eu me esqueça de mim...

terça-feira, 17 de abril de 2007

Mulher.


Toda manhã me prometo um não,
Um acordo de negação de mim,
Do que me rejeito,
Da minha involuntária paixão pelo que detesto,
Ao meio-dia já estou entregue
Às concessões das minhas fraquezas,
Às permissões vulgares do que me rendo,
Às mesmas palavras diárias de ti...
Toda manhã me aguardo fortaleza,
Toda manhã me espero resistência,
Toda noite adormeço um sim...

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Fim.


Era um grito em queda livre,
Rasgando o silêncio do último gole,
Da última cena,
Da última lágrima,
Árido, despencava entre recordações e olhares,
Escorria entre crenças e calçadas
Espatifado

...No meio da rua dos sonhos...

sábado, 7 de abril de 2007

Outono.


É outono e me desfaço entre pedidos e perdões,
Navego por dizeres, segredos que guardei,
Em meio aos meus delírios particulares,
Encontro-te, vestida de amores e deleites,
Mais bela, mais quente, mais preciosa...
Então me refaço entre miragens e clamores,
Percorro minhas liras, feridas de mim,
E em meio às amarguras expostas,
Encontro-me coberto de solidão e deslizes,
Mais vulgar, mais frio, mais eu...

terça-feira, 3 de abril de 2007

Sopro.


Na árdua tarefa de encarar meus vazios,
Olho pra trás,
Observo o solo que engole meus tropeços,
Que devora meus caminhos...
Em atalhos deixo meus pedaços,
A cada parada um retalho de alma,
Um membro, um beijo, um verso,
Um olhar que enlace você

Que passou por mim e nem me viu...

terça-feira, 27 de março de 2007

Sina.


Estou muito cansada,
Mas ainda desperto com o canto de um pássaro insistente
Na janela de meus olhos desbotados,
Que, marginais, contornam o que me resta de alguma crença
Entre preces e perspectivas,
Não espero por muito,
Mas prossigo aguardando o pouco que me falta.
E sobram-me suspiros.
E passam-me os dias.
E acabo-me aqui, em repetições diárias,
A raiz de meus mais combatidos vícios:
Da carne, que me endurece a cada ano,
De ti, do qual dependo em noites cinza,
Da carta, que escrevo diariamente sem destino algum,
Da alma, que me aprisiona nos sentires mais patéticos
Onde me faço assim,
Seqüencial, ininterrupta
Cigana, num sonho que ainda não aconteceu...
Estou muito cansada de tudo e luto para sobreviver a mim.
Eu que me rôo,
Eu que me trapaceio e me abandono no limite do meu leito,
Seguindo seu curso,
Rumo a lugar nenhum...

sábado, 24 de março de 2007

Sinais.




No desamparo de mais uma tarde,
Mais uma vez terra,
Mais uma vez chuva,
Mais uma vez flor,
Mais uma vez, ela,
Bagagem pronta de quem recém nasceu,
Olhos transbordantes de toda novidade,
Provando cada nuvem, cada chama, cada nome,
Banhando-se em doces palavras, suspiros e sons
Êxtase, torpor e silêncio,
Como se fosse uma primeira vez...

terça-feira, 20 de março de 2007

159.




Perco-me num labirinto de suposições
Onde despedaçada em mil versos mal feitos
Fujo de mil sombras de mim
Persigo mil rastros de ti
Bruta, desfilando sobre estilhaços,
Lavando-me em salinas ilusões,
Apanhada por assaltos da alma,
Anjo,

Caída de um paraíso ao qual nunca ascendi...

sábado, 17 de março de 2007

Doce.


Escorriam-lhe os beijos pela boca,
Nos lábios solitários de platônica paixão...
E seus abraços aprisionavam todos os sonhos não ousados,
Todas as mãos desatreladas,
Todo atrevimento contido...
Seus olhos, as grades daquela beleza,
Suas cartas, espelhos sem destino,
Seu chamado, sustenido nos pilares da ilusão
E ela, distraída comprando chocolates...

terça-feira, 13 de março de 2007

Fresh.


Exausta de tanto esperar amanhã,
Refiz minha cama, minha camisola e meus retratos,
Refiz meu batom, meus sabores, e meu rumo,
Refiz meu prato, meu nome e meu dia,
Esperanças, cadernos e cadeados
Refiz cada canto da minha vida,

No eco da noite em que partiste...

sábado, 10 de março de 2007

Fugaz.


Tu amanheces diferente a cada dia,
A cada nascer te desvendas mais leve,
A me enraizar no solo da paixão,
Vapor suave, gélida carícia em minha face,
Ou então, mais rósea,
Mimo aveludado que desliza em minhas mãos,
Despertas ainda mais bela,
Ofendendo minha solidão,
E o aroma de fruta que baila em sua passagem,
Fresca, aérea, musical...
E eu, Rocha, enterrada em meu cinzento jazigo de saudades...

O que é o amor?


Lançado o livro "O que é o amor?", produção de um grupo de poetas blogueiros ao qual faço parte, confira essa bela coletânea acessando o site:http://queeoamor.blogspot.com/index.html
e adquirindo o livro!
Ps: Estou na página 33!
Você também pode conferir meu trabalho em:http://ghizarocha.blogspot.com/2006_09_01_archive.html
intitulado "Amor" - 19 de setembro de 2006.

quarta-feira, 7 de março de 2007

Fardo.


Segui por longas jornadas,
Onde roubaram meus azuis e mel,
Croquis noturnos e rascunhos cuspidos,
Onde ríspida, me concebi...
Refeita em contornos e íntimo,
Poeiras, despedidas, bandidos e deuses,
Ameaças, despenhadeiros...

E o amor...
Onde submergi loucamente nas entranhas de uma doce escravidão,

E a água,
Que me levou para longe da nascente dos meus sonhos ,

E você,
Que me despedaçou inteira, abafou meus tons e fez da minha aquarela um grito magenta de viver...

domingo, 4 de março de 2007

Fim.


Emudeci,
Talvez pelos anos que insistem em me acuar,
Talvez pelas estradas nas quais teimo em vagar,
Talvez pelo seu canto que me basta...
Emudeci,
E me encontrei demorada, cheirando flores,
Assistindo a sóis e dilúvios,
Ouvindo histórias e lamentos,
Deflorando inícios e finais,
Colhendo verbos e almas...
Emudeci,
E consegui dizer-me tudo.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

Poema de Amor Perdido.


Desfazem-se os dias, a pintura e as promessas,
Derramados, lágrimas no esquecimento,
Amargas, raízes fincadas nas areias do passado,
Respiração sôfrega, sem perspectiva,
Fruto de árvore póstuma,
Aborto de afeição mal curada,
Ferida cancerosa de dor inominável,
Desfazem-se as cartas, os jardins e os beijos,
Despejados, exilados do coração,
Silêncio forçoso, que berra,
O Protagonista e seus moinhos,
Poema de amor perdido...

domingo, 25 de fevereiro de 2007

Renda.


Não creias tu numa só palavra deste alguém,
Pois este não conhece sequer um dos teus parágrafos,
Apenas supõe-te amor verdadeiro e eterno,
Mas não sente o perfume que exalas nas entrelinhas da noite,
Não creias nesta boca e beijo incolores
Que desconhecem teus tons e sabores...
Tuas fendas e terrores,
Apenas te sugam a vida e morte...
E enquanto te pintas de esperança e mel,
De prontidão, te espero em minha casa,
Onde os copos, tapetes e lençóis estão sonolentos a tua espera,
Onde as horas cravaram-se nas janelas,
Os sussurros escorrem pelas paredes,
E eu, te aguardo fiel,
Na ânsia e na certeza do nosso leito feito de amanhã...




sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

Rosa (Abismo).


Não falarei de ti,
Para que penses que te esqueci,
Que esqueci cada manhã, dos anos em que acordei teu nome,
O vermelho gritado da rosa que mandei,
Tua rouquidão,
Tua pressa - passos largos que arranhavam a minha rua -
As noites em que eu era anônimo, vigia de tuas janelas,
Tuas canetas, roupas, feridas, canções,
E o dia em que você quase morreu...
E eu, quase morto, velo o que me sobro,
O que me resto,
Entre recordações e impossibilidades,
Zelo por mim, por ti
E simplesmente, esqueço...

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

Appassionata.


Teu amor é aquela fada triste,
Que chega com esperanças corroídas,
Esfarelando lembranças ao longo do meu caminho,
Verbo de conjugação certa e assídua
No meu passado, presente e futuro,
Amor que se recompõe em novas canções,
Alimentado de acasos, folguedos e fotografias,
Repousa morno em meu ouvido,
Vestido encantado de “quem sabe”,
Partindo, distante e cruel,
Em fumaças de adeus...

sábado, 17 de fevereiro de 2007

Confete.


Cisca, cisca o chão.
E bica grãos e gente,
Distraidamente,
Entre silvos e vôos,
Percebeu-se livre...

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

Reinventar.


Do meu passado,
Meus sonhos ressecados, imóveis...
Retirante de uma terra de sonhos,
Exilada de um futuro que, de tão perfeito,
Parecia improvável...
Distante de tudo em que creio,
Fantasio-me de pseudo-verdades,
Pinto-me mais uma vez de alegria
E danço ao som dos novos nomes que me dei...

sábado, 10 de fevereiro de 2007

Carta.


Desconheço teus signos e sombras
E não sei meu papel em tua maravilha
Sou uma incógnita vulgar,
Interrogação ardente a me desafiar nos espelhos da vida
Desconheço tua partida e chegada
E não tenho mapa nem rumo,
Sou qual passageira de um sonho perdido,
Conduzida,
Numa estrada de suposições, que benevolentes,
Disfarçam e escondem as trevas dos meus amores
Mudos e incolores...
E tu, que és a Deusa de todas as cores e sons,
Tilinta radiante, afinada e dourada no meu despertar,
Voa majestosa, suave e azul nos meus sonhos,
Relampeia audaz, distante e prateada nos meus medos,
E suspira, serena e branca no meu fim.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Escarlate.


Roubava o carmim dos jardins

Para acenar-te com meu tímido rubor

A urgência dos teus olhos e dias...

E refazia,

Caprichosa e silenciosamente

Meus caminhos

Na esperança diária de tingir-te de mim...

sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

Amigos.

Estou com problemas no computador.
Não sei quando retornarei... torçam por mim...

quinta-feira, 18 de janeiro de 2007

Despedida.



O vento de partida
Arrasta consigo as flores,
Os dias, os nomes, as promessas
E as noites estreladas...
Igual a mala do viajante,
Que levou pra longe meu mapa,
Meu colo, meu retrato,
Um caju e todo o meu nordeste...

domingo, 14 de janeiro de 2007

Quiçá...



Você escondia fantasias
Nos azuis da esperança,
Perdido nos vãos da insensatez...
Eu te avisava para largar aquele disfarce,
Aquele telefone,
Aquela maquiagem,
E correr mundo ao meu lado,
Naquele frenesi,
Você não era marinheiro,
Não era verbo,
Nem nuvem,
E eu não era mocinha,
Não era mel,
Nem rosa,
Mas nós quase viramos poesia...

quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

Refletir.


Aquela poça guarda a água de toda gente
Dos que se foram,
Dos que ficaram,
Pros que virão...
Tem gosto de lama,
De mil anos guardada,
Seco, molhado,
Seco e molhado,
Tem cheiro de parto,
Tem gosto de tronco,
Tem alma de velha...
Reflete o que você quer ser,
Grita o que você é,
Aprisiona-te lá dentro,
E te faz um de nós...

segunda-feira, 8 de janeiro de 2007

Ladainha.


Aquela igrejinha caiada e florida
Guarda um pedido para Santa do lugar
Que eu parecesse bem linda ao seu olhar,
E alegrasse você perto de mim...
Que trouxesse um punhadinho de amora,
Para distrair os meus sonhos,
Nos quintais dos meus desejos...
E que chovesse uma semana,
Pelo menos.
Para eu lavar os seus cabelos
E a tristeza dos meus olhos...

quinta-feira, 4 de janeiro de 2007

Quimeras...


Em cada canto,
Em cada destino,
Em cada estrela,
Cintilam as possibilidades,
Aquilo que não fui...
A covardia que preferi,
Emudeceu as canções,
Trancou os destinos,
Apagou as estrelas...
E hoje me resta apenas a distância,
Medida da utopia...
O que realmente desejo,
Ser uma daquelas bandeirinhas,
Ou morar naquela casinha que te apontei,
Ou pousar na sua boca de um jeito que nunca ousei...

quarta-feira, 3 de janeiro de 2007

Mudinha.


Gostaria de cantar somente amenidades,
Coisas simples, fáceis de sentir...
Mas toda vez que me sento no jardim,
Pronta para nada fazer,
Você despenca ao lado da roseira...