segunda-feira, 11 de dezembro de 2006

Fulana.



Eu sou uma fulana,
De sandálias de tiras, famintas de chão...
Sedenta de vento e com fome de mundo...
Largo meu corpo em molejo de canoa,
Largo meu beijo em palavras roubadas,
Largo é meu ser de cores indefinidas...
Desconfio do incondicional,
Rejeito o concreto;
E devoro o mato, os verbos e as almas...
Bebo as chamas fugazes das paixões e
Caço novas manhãs;
Sigo cambaleante entre quedas e ilusões,
Acrobática sobre o fio invisível
Que o destino estendeu
Maroto, traiçoeiro e silencioso sob meus pés...

9 comentários:

Sonia disse...

Acho que este poema e o anterior se completam. Que pessoa fascinante eles descrevem. Beijos.

Sergio disse...

Olá, Giselle!

Que fulana admirável!

Um beijo e boa semana

M. disse...

A inquietação habita em ti.

Tiago disse...

bonito, moça... queria uma canoa pra tatear a água com os pés. beijo.

Aju disse...

Otimo poema como sempre ja disse né? essa foto parece que foi tirada no Rio Tocantins =]

bjs

Leticia Gabian disse...

Oi, mulher!
Levo um tempo sem vir por aqui (meu tempo anda curtinho demais)e quando aqui chego.....recebo um direto bem na boca do estômago....e fico sem ar.
"...bebo as chamas fugazes das paixões e caço novas manhãs....".


Afff Maria! Eu nunca me vi tanto em ti, quanto hoje! Chega a arrepiar!

Um grande beijo no coração e na alma.

Anonymous disse...

Lindíssimo poema!
Um beijo, Mari

André disse...

Com arte percorremos a corda bamba... beijo!

O Sibarita disse...

Oi Ghiza! Tais dito, belo poema, como sempre...

abraços,
O sibarita