quinta-feira, 7 de dezembro de 2006

Blind.


Sou fração, tiro surdo,
Tilintante na blindagem das quatro indiferentes paredes dos meus sonhos,
Marginal, incansável,
Torturado numa velocidade assustadora,
Por uma cegueira constante
Que tolhe qualquer possibilidade,
Sou disparo sem calibre,
Sem origem,
Sem alvo,
Prossigo por não bastar-me,
Locomotiva desesperada,
Atrás de si própria nos trilhos do desconhecido...

7 comentários:

Aju disse...

Parece comigo esse poema...

E nao me esqueça de em mandar as fotos da mocinha no batismo =]

Bjs

poemusicas disse...

Lindo poema. Este que li. Lindo também o teu blog.

Um beijo

Naeno

Monica disse...

mais um lindão hein!!!!
bjs moça das palavras bonitas!!!!
tá sumidinha hein!!!!!!!
;))))))))))))

Fred Neumann disse...

Hey, Ghiza Ghiza, e eu que viajei no desconhecido ontem e hoje!
Foi um barato, hehehe!
Um amigo meu, de tanto se grudar no chão, resolveu sair por aí pra se perder um pouco.
Será que é esta blindagem blind?
A cegueira de propósito pra ilustrar novos caminhos no futuro?
Maravilha!

Bei-jah,

Fred

André disse...

uma estrela dançarina, como dizia nietzsche.

junior disse...

ah, Ghiza, vc sempre me comove com suas poesias, mas dessa vez parece que vc me viu num espelho paralelo, me emocionei, viu? queria te pedir para coloicar no perfil do meu orkt, vc deixa? eu coloco os créditos, pode deixar. beijo grande, poetisa escolhida!

O Sibarita disse...

Ghiza, sua poesia é o nosso dia a dia a procura de nós mesmos no caminho desconhecido...

abraços,
O Sibarita