quinta-feira, 14 de dezembro de 2006

Bal masqué.


Abri a janela e deixei-te ir
Libertando assim a mim também...
Que já não tinha muito mais o que oferecer...
Voe para longe e eu te esqueço,
A língua está amarga,
Entorpecida nas palavras pra lá de roídas,
E você também não me parece muito feliz...
Esbarro a todo o momento num vazio,
Um bibelô sem lugar, nessa imensidão onde sobrei,
A cama ficou aguda,
Sem Platão, sem insônia, sem luar...
Não sonho mais...
Não penso em concertos, saudades, nem em talvez...
Desmancho a máscara em lágrimas cinza,
Perdi minha fantasia num baile que nunca houve...
Recuo nua, sugada pela realidade,
Trancada na minha aridez,
A espera de outra fábula...

7 comentários:

Aju disse...

Gostei do poema e sempre gosto das fotos q vc coloca aqui Giselle, ei pow fica me entregando la no blog nao so vc sabe q eu nao entendo nada de blog hahahahaha

Bjs

Anonymous disse...

Vim ler o teu poema e deixar-te um abraço.

Sonia disse...

Outros bailes haverá.

Tiago disse...

me conta uma história.

luis manoel siqueira disse...

Cabe muita conversa aqui dentro desse poema...

junior disse...

Sabes que passo sempre né, mas as vezes é bom deixar um comentário pra mostrar a cara. Beijos

Júnior Creed disse...

ah, menina ghiza, sua poesia me lembrou um negócio que ouvi faz tempo: que triste é quando o eu e o vc nunca será nós. beijão, sou seu fã.