quarta-feira, 1 de novembro de 2006

Laços.


Entrelaçados,
Por acidente da vida,
Ou capricho pessoal divino,
Escravos, imóveis,
Um no veneno do outro,
Atados, estreitos, precários,
Sem fruto, opção, nem horizonte,
Somente um estreito nó,
Estrangulando o que restava de poesia...

11 comentários:

Tiago disse...

belamente triste. beijo.

Liginha disse...

Ainda bem que a foto - apesar de belíssima - não sou eu...

Júnior Creed disse...

nó, laço, entrelaço... ah, moça poetisa, suas palavras ficam aqui na garganta entaladas não de ódio, nem de angústia, mas talvez de dor... nó na garganta é laço que não desata...e estrangula, viu? e como. (Gi, amo tudo o que vc escreve.te adoro... não páro de escutar aquela música.)

Monica disse...

quando os laços não são para o bem comum, melhor que se desfaçam...;)))seja lá os que forem, em qq situação ou lugar...
pq acima de tudo deve prevalecer nossos laços (compromissos) com nosso amor próprio, dignidade, auto-estima..estas coisas que fazem bem ao espírito e ao coração (nos 2 sentidos)...
sei lá...foi o que me veio à mente...;)))


sobre a foto/texto mandei email no flickr e no hotmail!!!confere lá moça!!
bjãozão!!!!!!!

Anonymous disse...

foto e poemas especiais

André disse...

Intenso...parece um vínculo desgastante e parasitário que sufoca os pares.

Leticia Gabian disse...

Ai, Ghiza!
Dói de ver e ler. Sei bem desse estreito e estrangulado nó.
Um beijo, mulher!

Bruno Hoffmann disse...

Cada vez mais impressionado. Seu texto não sobra e não falta. Não é à toa que o diretor de teatro aí tenha colocado o 'CERTO' em caixa alta.

E sobre preferir a morte, não sei se prefiro, mas já saltei de dentro de um vagão metrô - com as portas fechando - quando vi ao lado um desses "amigos de faculdade". E a sensação de não ter sido esmagado pela porta - e principalmente de não ter de puxar assunto com o elemento - foi gratificante.

Fred Neumann disse...

Hey, Ghiza, o poema pode ilustrar o dia que eu e Aline tivemos hoje: vomitando e " diarreiando" as entranhas.
Intoxicação alimentar.
Estragulando o que restava de sobras alimentares em nossos interiores.

Que nojo!

Sergio disse...

Ola, Giselle!

Certo nó pode ser facilmente desfeito , se for um capricho pessoal divino.

Um beijo e bom fim de semana

Segunda Pele disse...

intenso...