domingo, 26 de novembro de 2006

Azedume.


Meu amor por ti sobrou...
Resto em fundo de copo,
Raspa de canto de prato,
Barro em sola de sapato,
Amargo na lixa da língua,
Indigesto, fermenta até hoje;
Fechado em frascos antigos,
Num olor de flor pisada,
Causa-me ardor, azia, calor,
Arrepio de enjôo e pesar,
Sobrou...
Feito eu na janela a te esperar...

10 comentários:

Cristiano Contreiras disse...

O amor em todos os poros e fomenta o ser...

Fred Neumann disse...

Azedume, um cardume azedo de restos de peixes em forma de várias coisas esquecidas.
hehehe!

Aju disse...

haha mto bacana esse poema ate parece eu reclamando da vida =]

Mas pq a foto do idoso? Só pq velhos reclamam mto?

Ah fica so me fazendo vontade me pondo a receita das trufas né? :)

Bjs

greentea disse...

abre a janela e vai ver o mar

não fiques mais à espera

guarda apenas a doçura
e deixa o rsto pra lá.

um beijo

Bruna Rasmussen disse...

os restinhos do que foi ficam no canto... e a gente remoendo o passado, fazendo poesia, enganando a dor. :)

beijos

Monica disse...

sintonia perfeita texto e foto!!!
amei o post!!!!

btw, já viu seu hotmail hj????
;*******************

Anonymous disse...

Fica bem, em paz.


Seremos et's em Urântia?

Abraço.

Anonymous disse...

Muito bonito, Ghiza!
=)
beijocas.

Pat! disse...

xiii... de esperar na janela, já virei a sobra da sobra... Hoje espero não mais sobrar!
gostei muito das palavras!! Êta cabeça brilhante!!

M. disse...

Lindo!