sexta-feira, 6 de outubro de 2006

Tempestade.


O vendaval da última noite arrebatou-me
Numa tempestade de memórias e areia,
Em labirinto de nomes e lugares,
Mapas, invernos e abrigos,
Trouxe-me fotografias, sons e sinais,
Em assovios cortantes...
As lembranças tilintaram nas vidraças,
Invadiram o meu quarto,
Num misto de feitiço e fatalidade,
Venosas,
Questionadoras,
Provocaram-me e repousaram
No baú distante de que fui um dia...

5 comentários:

luis manoel siqueira disse...

Uma sugestão: Reúna os melhores posts que você tem escrito e salve em um CD. Helena vai gostar de ler um dia. E os filhos dela também. Aposto que todos vão sentir orgulho.

Leticia Gabian disse...

Ghiza,
Às vezes entro aqui e é como se você tivesse escrito sob encomenda. Leio exatamente o que sinto ou como me sinto, no momento da leitura.
Você é bruxa?

Beijo.

Ghiza Rocha disse...

Letícia, digamos que sim... Luís, vc acha que eu já não estou fazendo? rs***

Pat! disse...

Amiga, o q posso dizer?? Eu te admiro cada vez mais e te agradeço por nos deixar te ver e te sentir, mesmo que numa pequena fração, de um jeito tão "cru". Adoro o que vejo aí dentro. Parabéns! E obrigado por estas palavras.

Bruno Neves disse...

O vento tem esse poder, assim como o mar ...

gostei do blog ... vou volter :P