sexta-feira, 20 de outubro de 2006

Gêmeo.





Cega, prisioneira de lugar-comum,
Entrego-me ao seu lento veneno,
Dói-me a carne ver-te apenas,
Dói-me tudo e toda,
Ao imaginar o gosto oco do seu sorriso,
Sua cama fria de asperezas,
Sem conto, sem noite, sem seda,
Atônita, estátua em gelo negro,
Assisto ao seu pseudo-funeral...
Dói-me o brilho que tiveste,
Dói-me quem não foste na minha vida,
Ao abandonar uma página ou um cigarro,
No conformismo de fenecer,
Sem segredo, sem expectativa, sem ti,
Contigo.

4 comentários:

Fred Neumann disse...

porque gêmeos não são somente aqueles que nascem na mesma barriga.
Ghiza, depois vai lá no www.technorati.com , que já são 25 blogs te linkando. É a maior ferramenta de rastreamento de blogs do mundo.
Bacana de ser cadastrado.
Aqui no Brasil, tem o www.blogblogs.com.br , tenho até que ir lá, tô em falta, hehehe!

Beijoão,

Fred

Dani disse...

Oieeee Ghiza!

Eu já tinha visto teu blog antes... Mto legal mesmooooooo!

E AIH COMO TÁ O BABY???

Mtas felicidades pra vc!!!

Bjosss!

Vê se aparece sumida!

Anonymous disse...

Só à pouco soube que tinhas um bébe de meses.

Imagino-te a entoares-lhe uma canção, usando os teus poemas como letras.

Ele vai ter orgulho em ter uma mãe que faz poesia - da boa, da linda.

Um abraço

o alquimista disse...

Tu és um espanto, pena não te ter por perto...tanto que quero saber de ti...


Doce beijo