terça-feira, 24 de outubro de 2006

Anônimo.


Na memória, todos os tipos de assombro,
Monstros imateriais,
Adormecidos no silêncio, por anos ritmado,
Mistura confusa de loucura e nostalgia,
Saída covarde, velhas formas de castigo...
Insistente em se fazer surdo,
O presente cerrado sob os olhos,
O futuro num café,
Se corresse de si próprio,
Se viajasse por delírios,
Se... se permitisse ao erro,
Mas optou pelo abismo de não estar,
A eterna carência das ilusões...
Preferiu entregar-se ao tempo...

9 comentários:

Tiago disse...

tempo rei... gostei muito, ghiza.

Sergio disse...

Olá, Giselle!

E foi-se com o aroma e a fumaça do café.

Um beijo e boa semana

Bruna Rasmussen disse...

conformado e triste :~

tempo, tempo. me confundo nele.

beijos

Sonia disse...

Quantos assombros cabem numa memória...

Anonymous disse...

Que poema lindo.
Gosto muito de cá vir. dá-me paz.
Obrigado.

Cristiano Contreiras disse...

Ah, o tempo é devaneio..

e eu permeio nessa ilusão dele e de mim mesmo.

Aju disse...

Tempo senhor da razão...
Devaneios e medos são coisas necessarias, maldito monstro do biscoito!
Bjs =]

Fred Neumann disse...

Cada um com sua imaginação...eu pensei num cientista tímido que virou mendigo, hehehe...

Ghiza Rocha disse...

Monstro do biscoito???