quarta-feira, 27 de setembro de 2006

Fábula.


Olhei-me no espelho,
Como quem vê peixe,
Ou amostra de pano...
Apenas colhia com o olhar
Os traços que a vida me imprimiu,
E hipnotizada por tão intimidante imagem,
Fingi que me não reconhecia,
Jamais vira criatura tão estranha,
E velha.
E fria.
Irreal, talvez...
Então inventei uma pressa qualquer
E abandonei-me, trancada em moldura de vidro...

8 comentários:

luis manoel siqueira disse...

A mãe da bela Helena não pode se ver dessa maneira !

greentea disse...

as vezes somos assim, vemo-nos assim.
Mesmo qd somos a mae da bela Helena ...

sorrisos para ti

Ghiza Rocha disse...

Luís, "o poeta é um fingidor..." esqueceu?

António Rosa disse...

Estamos em véspera de fim-de-semana. Está convidada para uma fatia de bebinca, uma deliciosa sobremesa indiana.

Beijos.

greentea disse...

ja tens a mala pronta????

M. disse...

Mas o cisne é tão bonito, como pôde ver-se "criatura tão estranha"?...

Leticia Gabian disse...

O teu Narciso havia saído pra um rápido passeio. O meu só vive de férias.
Beijão.

E beijinho pra helena

Bruna Rasmussen disse...

espelho é um algo que me assusta. sempre.

beijos