sexta-feira, 4 de agosto de 2006

Arrastão.


A galope, no lombo do mar,
Fui pega pelo Arrastão,
Teia implacável...
Captura vítimas distraídas do presente,
Lembranças profundas,
Suspiros e pesares...

Aprisionada no emaranhado da vida,
Enroscada em cavalos marinhos,
Enfeitada por peixes lilases,
Entrego-me assim,
Feito jangada sem dono.
A ser devorada pela saudade...

3 comentários:

Thiago Quintella disse...

A galopes! Boa maneira de caminhas Giza! Apesar dos arrastões contrários!

greentea disse...

a luz da lua é dura. por vezes...

um beijo

sofyatzi disse...

E a saudade por vezes dói tanto...

Beijinho ;)