quarta-feira, 19 de julho de 2006

Febril.


Corrompo e contamino
Versos e linhas vizinhas,
Infectadas pelo meu mal
Decoradas com meu bem
Contagio você e sua poesia
Que se torna meio eu,
Eu menos eu,
Assaltada em minha lírica,
Rouba minhas cores e temas
Mas não meu brilho de febre ardente
E semeada assim,
Mundo afora,
Atinjo meus ídolos,
Meus amores,
Meus estranhos,
Infecções em cada mente,
Nos campos vastos das almas alheias
Me colho mais doce e madura...

5 comentários:

Cristiano Contreiras disse...

Plenos desejos que te movem e o ser em extase.

greentea disse...

o sofrimento é isso mesmo -
nos fazer crescer!


Por isso temos de saber tirar partidoo das situações.


bjs

M. disse...

Interessante este poema de (na minha humilde compreensão) contrastes de beleza.

greentea disse...

e a febre ...já passou ?


beijos

Ghiza Rocha disse...

Minha febre nunca, nunca passa amiga! rs*