sábado, 22 de julho de 2006

Breath.


Alimento-me de chão,
Das pegadas lavradas em pedra,
Engulo cada metro de estrada,
Crua da minha velocidade ,
Impaciente, sem seta nem norte.
Bebo cada curva
Salgada dos meus suores
Eterna, de amores e jornadas
Alimento-me assim,
De tudo que me atropela,
Tudo que me assombra,
Numa tentativa de domina-los
Num querer sorver todas as coisas
Com a língua apressada do meu ser...

4 comentários:

sofyatzi disse...

E tento sentir
E ficar sentida
Não quero morrer
Sem saborear a vida

Vou sorvendo tudo
O que possa aparecer
Vou viver cada momento
Será assim até morrer

Bom fim de semana ;)

Cristiano Contreiras disse...

alimente-se da alma aflita pela vida!

Thiago Quintella disse...

Desses atropelos que levamos ou damos, é que nos fazem viver!

M. disse...

Helena também vem ao almoço? ;-)
O cavalo também pode vir, tem onde estar.
E no fim podemos ouvir o seu poema? E é que devia ser lindo ouvido ali, não acha?