segunda-feira, 29 de maio de 2006

Vigília.


Quietude das horas,
madrugada,
Morada dos inquietos,
Silêncio estonteante que sufoca,
Amarra um grito em cada janela solitária,
Cada objeto pavimentado na casa,
Todo desejo se arrasta pelo chão,
Resta o pensamento,
Este sim, livre,
Arrebenta a vidraça,
Engole o céu noturno e amanhece ao seu lado,
Aguardando seu despertar...

2 comentários:

M. disse...

Outro género de quietude, esta... Ou será mais inquietação? Ah, mas uma inquietação muito bela!
M

André disse...

Incrível como os pensamentos são ensurdecedores em determinada hora da madrugada.