segunda-feira, 22 de maio de 2006

Tormenta.


Atormenta-me essa solidão interna
Essa que você não detém,
Que faz frouxamente mulher
Essas covardias, esses abandonos
Esse largar-me voluntariosamente
Atormenta-me o acordar diário,
Sem algemas, lado a lado,
Esse vôo livre, mas endereçado
Essa promessa silenciosa
Que me faz felicidade
O sol, a panela,
A assustadora harmonia de nós,
Por não saber outro querer
Por não querer outro querer
Por temer outro querer
Eu quero sempre.

2 comentários:

Vera Cardoni disse...

Já estás de licença? escreve para o meu mail.beijo. Vera

Pat! disse...

hum... fico aqui só pensando no que passa pela sua cabeça na hora em que escreve estes poemas... tento te imaginar "interiormente", e a cada dia me orgulho mais por ser sua amiga e MADRINHA de sua filha!bjs