quarta-feira, 31 de maio de 2006

Registro geral.



Me sinto uma espécie de fraude.
Não por fingir ser,
Mas porque em algum momento me perdi,
E vou enganando o mundo...
Anônima em mim mesma,
Tentando ocultar essa amnésia absurda...
Em versos mal maquiados,
Em tristezas inventadas,
Amores planeados,
Lembranças concebidas,
Tentando...
Tentativa mal subtraída,
Que me revela mais desconhecida
Menos “quem”...
Preferiria, portanto, silenciar minha alma...
Mas esta berra, áspera, incompatível comigo.
Resta-me assim, continuar a perder-me,
No que invento, sou,
Enquanto espero por uma identidade qualquer...

4 comentários:

M. disse...

Meu Deus, este brotar riquíssimo de palavras tão belas e de significados!

Sonia disse...

Resta-me assim, continuar a perder-me, mas só para que nós a encontremos.

M. disse...

Foto de família: é mesmo! :-)

Ana Mena disse...

Às vezes me vejo assim, perdida de mim...