segunda-feira, 15 de maio de 2006

Palavra Fria.



Necessito de toda palavra
para te buscar...
Arremesso de verbo no universo,
para te refazer
E através de toda letra, ponto e respiro
Aprisionar-te comigo...
Não adormecer enquanto fores apenas idéia,
Abstração, vaga e indefinida.
Viverei até transformar-te em ritmo,
Imortalidade escrita,
Encontrar uma forma de fazer-te ordinário
Rima áspera e barata,
Que te deixe próximo,
bem próximo desta minha vulgaridade poética...
Para que eu não me sinta tão espectadora,
Tão devota,
De uma tal maravilha que me escapou
Em figura banal,
em salto de gato no escuro,
que amanhece e eu nem vejo.

3 comentários:

Thiago Quintella disse...

Ausência de sentimento, intesa emoção!

Vera Cardoni disse...

Giselle, que precisão de imagens! Eu sou de Porto Alegre. Amanhã inicia a tua licença maternidade, dos oito meses e uma eternidade... Amo essa tua terra, quase morei em uma comunidade na costa de centro em Pantano do Sul.... a igreja era a antiga e o Arantes, bem menor.beijo.

Pat! disse...

hum... livro?? acertei?
beijão!