sexta-feira, 19 de maio de 2006

Fêmea



Trago em mim, o deslumbramento de fêmea,
A procriação,
O que carrego em meu ventre e me faz melhor
O terror e no êxtase de um parto
Que me congela, atrai e eu codifico em felicidade
A entrega de serva
O não saber de todos os saberes,
O segredo de todas as coisas
Raízes do que serei
Sufocamento entre desejo e temor
Fascínio entre eu e você.

2 comentários:

Pat! disse...

apesar de todas as tecnologias, conhecimento e saberes q podemos desenvolver e aprimorar, nunca chegaremos perto da explicação sobre o absurdo encantamento de termos um novo ser humano crescendo dentro de nosso corpo! O científico ficou na sola do chinelo! Que pena...

Sonia disse...

Esses seres que trouxemos um dia dentro de nós crescem, segum vidas independentes, mas nunca chegamos a pari-los totalmente, algo resta deles em nosso interior.