quinta-feira, 2 de março de 2006

A queda.


Sinto uma falta de ar que paralisa...
É com sofreguidão que dou mais um passo,
carrego comigo os olhos arregalados de tudo que me cerca...
Duas mãos, dois joelhos,no solo,amparando a perplexidade do “achar-me”.
Ardem-me todos os poros,o sangue se atrasa...
Assusto-me...
De como me estranho,convidada formal de jantar requintado, à quem nunca sei o que servir...
Sinto uma sede!
Meu corpo transpira e escorre pela minha pele,por trás dos joelhos, a firmeza e a coerência que me faziam fortaleza admirável...
Hoje sou apenas equívoco.
Tombo na via pública.
Quedas inevitáveis...

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