terça-feira, 7 de março de 2006

Abrupto.


Meus olhos interrompiam aquela tarde dormente
Os cinzas que o céu insistia em me impor pareciam filtros insuficientes...
Faziam-me mais contraste, mais brilhante...
Eu era feita de faísca e sobressalto naquele cenário paralítico de pessoas automáticas...
Não precisava mais de autoviolência,
Nem cigarros, nem ônibus.
Não precisava mais de telefone, novela, ou comida.
Ele gostava de mim.
E o céu de tão desnecessário,
escorreu tarde abaixo.

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