quinta-feira, 17 de novembro de 2005

Morno.

Imersão em águas mornas...
O silêncio transforma a inquietude em respiração.E a respiração em dança ritmada,
marcação compassada de dúvidas e ansiedades...
Os olhos bóiam em busca de porto, alguma confirmação do que até então são apenas suspeitas, ondas de sentimento anônimo.
O silêncio faz da ignorância um esperar, uma semente do que depois será, obriga a contemplação do mel e do fel interno, o retrato do que se realmente se sabe.
Sou eu.
O corpo todo pára, a espera de um estímulo, faísca de um grito, alguma explosão que o impeça de se ver refletido...
Imagem impiedosa que acusa qualquer mortal de sua fragilidade inevitável.
Mudo dentro de um recipiente pulsante, aprisionado pelos limites da palavra.
Em silêncio.

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