quinta-feira, 17 de novembro de 2005

Feliz.


O que vê é retrato triste, descrição do vazio preenchedor da falta que sente de si.
Procura no outro o que só encontraria nela própria,
escraviza sentimentos para sustentar sua fragilidade escolhida convenientemente...
Esconde-se em olhares, silêncio e sob a lente da desgraça, tortura-se e chora sua piedade, dando ao mundo o que compra para si.
Perde mil e tantos batimentos tentando compreender o que apenas é, sem explicação.
Depois sai, abriga-se em alguma nova teoria, religião ou cantor e sai sorrindo, certa de que a culpa nunca foi sua...

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