sábado, 8 de outubro de 2005

Rascunho.


O que me intriga é a efemeridade das coisas...Tudo que hoje sim, amanhã, não.O que agora parece obra prima, em minutos, não.Dia jóia, noite pretensioso lixo.Permaneço então, numa busca, uma autobusca, como cachorro atrás do próprio rabo.
Sou como um rascunho do que serei, sempre me refazendo, sempre me transformando.Olhando atrás, no verso da minha vida, vejo as tantas novidades emboloradas que deixei no museu do ser eu.Penso no que deixo de rastro pelo caminho, às vezes volto para alimentar os vazios que insisto em carregar, lacunas não preenchidas, espaços livres da alma...
alimentar com o que antes julguei dejeto.Hoje melódico, amanhã, dissonante...
depois, das dissonâncias me refazer em harmonia profunda e acreditar que o agora é o melhor que posso ser.

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