quinta-feira, 13 de outubro de 2005

Liberdade.


Hoje me senti tão livre, tão imensamente leve que não coube em mim a alegria.
De tão incontida ocupei cada vão, brecha do que antes era suspiro e pesar.
Tornei-me tão translúcida que imaginei nem ser eu,
de tanto tempo que não sentia o sabor da minha própria vida.
Hoje não me importou passado, nem presente, nem futuro,
não me preocupei com dinheiro, nem com tempo, nem com compras,
tão pouco pensei em calorias, nem doenças.
Apenas vivi.
Nenhuma âncora para a tristeza, nem dúvida irremediável, nem ânsia de esperança, algema, neurose, azia, muleta inconsciente.
Passei batom, peguei minha gata, olhei pro céu e vi no cinza gotas perdidas que ainda não são, lembrei-me de que sou feliz.

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