quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Que o deus venha... antes que seja tarde demais...


Desenhei estas botas de pedreiro no Carnaval / 2015 . 
É papel Kraft e pastéis secos.
QUE O DEUS VENHA - Cazuza
Sou inquieta, áspera
E desesperançada
Embora amor dentro de mim eu tenha
Só que eu não sei usar amor
Às vezes arranha
Feito farpa
Se tanto amor dentro de mim
Eu tenho, mas no entanto continuo inquieta
É que eu preciso que o Deus venha
Antes que seja tarde demais
Corro perigo
Com toda pessoa que vive
E a única coisa que me espera
É exatamete o inesperado
Mas eu sei
Que vou ter paz antes da morte
Que vou experimentar um dia
O delicado da vida
Vou aprender
Como se come e vive
O gosto da comida

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

As coisas agora haviam mudado bastante,
E talvez ela não mais tivesse palavras
Equilibradas em sonhos impossíveis...
O silêncio dos últimos anos
Deixara aquele rastro de "por quê?" e "pra quê?"
Foi um hiato de anestesia voluntária
O gato lambeu as feridas,
O recalque do salto não dado,
A última vida sobrou...

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Ilustrações para o SESC Santa Catarina



Ilustrações em técnica mista para o SESC Santa Catarina. Painel 45X65cm - julho de 2014




Adoniram Barbosa

Carmem Miranda

Dorival Caymmi

Noel Rosa

Pixinguinha

quarta-feira, 21 de maio de 2014



Mucuripe
Fagner


Aquela estrela é dela
Vida, vento, vela, 
leva-me daqui...

As velas do Mucuripe
Vão sair para pescar
Vou levar as minhas mágoas
Prás águas fundas do mar
Hoje a noite namorar
Sem ter medo da saudade
Sem vontade de casar

Calça nova de riscado
Paletó de linho branco
Que até o mês passado
Lá no campo ainda era flôr
Sob o meu chapéu quebrado
O sorrido ingênuo e franco
De um rapaz novo encantado
Com 20 anos de amor

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Distimia.



Neste espaço a cada dia mais limitado,

Entre expiações, sufoco e retrocesso,

Ainda habito aquela velha e conhecida prisão

De onde assisto aos meus dias,

Agora mais iguais e escassos

Na corredeira, nada novo,

As mesmas águas inundando os mesmos olhos

Marejados do mesmo enredo,

Em devaneios de tempos e leitos desfeitos.

(Ghiza Rocha, maio de 2014)